"Qual é a sensação de se tornar um vampiro?" Xiang Kun jamais imaginara que aquela pergunta, cuja resposta ele lera recentemente no Zhihu como se fosse apenas uma história, agora poderia ser respondida por ele próprio, com base em sua experiência pessoal.
Prólogo
“O que se sente ao transformar-se em vampiro?”
Da primeira vez que Xiang Kun viu essa pergunta no Zhihu, não deu muita importância. Afinal, as respostas mais bem avaliadas eram, em sua maioria, aquelas narrativas nitidamente inventadas — histórias em que os vampiros eram sempre jovens herdeiros ricos e belos, ou então vagabundos antigos, melancólicos e profundos; em essência, tudo não passava de romances açucarados.
Havia, aqui e ali, algumas respostas que buscavam rastrear seriamente a origem das lendas sobre vampiros, ou tentavam oferecer explicações médicas plausíveis, mas ficavam relegadas ao final da página, com poucos votos de aprovação. Evidentemente, quase ninguém via a necessidade de encarar a questão com seriedade.
Quem a postou, certamente o fez em tom de brincadeira.
Xiang Kun também a tratou como um conto de ficção. Leu algumas respostas ao acaso e logo passou para outras questões.
Naquele tempo, ele jamais poderia imaginar que, pouco depois, teria legitimidade para responder a essa pergunta de verdade.
— Prólogo de “O que se sente ao tornar-se um Vampiro” —
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