[Dupla pureza + amor forçado + arrependimento tardio + protagonista masculino elegante por fora, louco por dentro] "Ye Xiaonuo, seja boazinha." A garota no canto olhou para o homem alto que vinha lentamente em sua direção e disse, em tom de súplica: "Por favor, Fu Sili, eu te imploro, me deixe em paz, pode ser?" Sua silhueta se aproximava cada vez mais. Ye Xiaonuo fechou os olhos em desespero, e duas fileiras de lágrimas jorraram de seus cantos, escorrendo sem parar. Ela jamais imaginou que aquele encontro no bar se tornaria o abismo do qual jamais conseguiria se libertar nesta vida...
Na Cidade do Mar, na primeira neve, os flocos desciam do céu como plumas de ganso; a cidade inteira vestia-se de prata, como um paraíso na terra.
Às dez da noite, uma sombra negra rompeu o silêncio da rua.
Ela correu apressada para um clube privado de alto nível e começou o quinto trabalho temporário do dia.
— Xiaonuo, estou com dor de barriga; leva uma garrafa de vinho para o quarto 801 para mim.
— 801?
Ye Xiaonuo balançou a cabeça depressa. — Não posso, irmã Xin. O 801 é uma suíte VVIP. Quando cheguei, o chefe de turno avisou que quem faz bicos não pode se aproximar daquele quarto.
— Ah, não tem problema. Você entra de cabeça baixa, entrega o vinho e pronto; eles não vão reconhecer você.
A mulher chamada irmã Xin terminou de falar e, sem esperar resposta, enfiou a garrafa em suas mãos.
— Por favor, por favor.
Ao encarar o olhar suplicante dela, Ye Xiaonuo amoleceu o coração e acabou concordando.
Esse clube privado de alto nível chamava-se Toranja Vermelha; o primeiro andar era o bar, e os outros sete andares eram todos salas reservadas.
Ye Xiaonuo atravessou o requintado e suntuoso bar do térreo e pegou o elevador até o oitavo andar.
— Boa noite, entrega de vinho.
Com uma mão segurando a bandeja e a outra empurrando a porta, ela a abriu e, como Xin lhe dissera, baixou um pouco a cabeça.
A sala estava tomada por vozes e risadas; os sons de homens e mulheres a flertar eram indecorosos.
Ye Xiaonuo era inexperiente; as orelhas lhe arderam de vergonha. Ela se esforçou para manter a mão