Um jogo clandestino, desprovido de qualquer proteção, onde um grupo de jogadores persegue poder, riqueza e a própria vida! Qin Ran, cuja existência está por um fio, escolhe adentrar esse mundo — em busca de uma chance de sobreviver!
Julho abrasador, fogo correndo sob o céu, o sol implacável.
Nem mesmo as cortinas espessas conseguiam barrar completamente a crueldade da luz.
Pelas frestas do tecido, o sol esgueirava-se em faixas retangulares, desenhando uma borda luminosa que concedia àquele quarto uma claridade mínima, quase piedosa.
Trililim!
O telefone voltou a tocar.
Após três chamadas, a gravação automática foi acionada.
“Qin Ran? Aqui é o doutor Wang. Você completa dezoito anos em um ano; se não iniciar imediatamente o tratamento genético, perderá para sempre essa oportunidade!”
A voz era cortês, formal, como sempre.
Qin Ran permanecia indiferente, de cabeça baixa, concentrado na inspeção do cartão de memória do jogo entre os dedos.
Vermelho vívido, do tamanho da unha do polegar.
Após verificar que estava intacto, Qin Ran inseriu o cartão — adquirido com todas as suas economias — na ranhura do capacete virtual.
Bip!
Um som límpido, e o indicador do capacete mudou do vermelho para o verde.
“Bip! Bip! Bip! Fabricante do jogo não detectado; segurança desconhecida, jogue por sua conta e risco!”
A mensagem de alerta ecoou nos alto-falantes do capacete virtual.
Mas Qin Ran não se importou.
Um jogo clandestino jamais teria fabricante, tampouco garantias de segurança.
Um ano atrás, esse jogo lendário, que prometia cem por cento de realismo, apareceu no mercado.
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