【Sistema do Antagonista: Faça com que Sylvya, a jovem e ingênua filha do Grão-Duque do Principado de Cangting, experimente a traição das pessoas mais próximas, completando sua metamorfose e renascença】 Ao atravessar para um mundo ocidental de fantasia, onde feras são invocadas, Xia Ya contempla a missão inicial diante de si, mergulhado em profunda reflexão. Sylvya—conhecida nos anais como a Bruxa Prateada de Cangting—alcançou o estatuto de lenda há quinhentos anos; após erguer a Torre de Giz, desapareceu sem deixar vestígios, tornando-se inalcançável. E aquele Principado de Cangting há muito foi extinto—como então cumprirei esta maldita missão? Este sistema atrasou-se exatamente quinhentos anos! Contudo, a recompensa pela tarefa é demasiado tentadora. Após ponderar longamente, Xia Ya toma uma decisão que afronta todos os preceitos ancestrais— 【Manipular uma fatia da História】 Se a capital ruiu, não vejo objeção em inscrever meu nome no registro da casa ducal, tornando-me irmão daquela filha do Grão-Duque. Alterar ruínas e artefatos antigos, alegar ter sido seduzido por cultistas, desterrar minha própria irmã sob acusações infundadas, para então, num lampejo de consciência, perecer junto ao verdadeiro artífice do mal—tudo isso parece perfeitamente razoável. 【O Esquecido pelos Séculos】, 【O Tirano de Coração Frio e Almas Partidas】, 【O Rei Solitário que Volta as Costas à Humanidade】—fragmentos ocultos da História emergem lentamente das sombras... … 【Diário da Bruxa Prateada de Cangting】 Despertei de um sono longo e autoimposto, minhas memórias agora despedaçadas, exceto pela lembrança da traição, gravada em minha alma como ferro em brasa. A arqueologia revela novas descobertas... Descobre-se que o principado fora há muito corroído por seitas profanas; pouco após meu exílio, um deus maligno desceu sobre a capital, aniquilando toda vida. Teria meu irmão agido daquela maneira... para me salvar? ———— Este livro também atende pelo nome: 《Cuidar de uma filha já é comum, mas criar um BOSS é a primeira vez que vejo》
Império Fresta, Domínio Azul Profundo.
Cidade fronteiriça de Resa.
No salão de uma propriedade nos arredores da cidade, a luz das lâmpadas mágicas banhava o recinto, tornando-o resplandecente.
Shaya sentava-se à mesa num canto, observando com olhar atento o bulício do banquete.
Os participantes eram jovens de dezesseis ou dezessete anos; em seus rostos, ainda se notavam traços de inocência pueril, e as roupas de linho grosseiro destoavam da elegância do evento.
— Que sorte a nossa! Mal chegamos a Resa e já fomos acolhidos por uma jovem dama da nobreza.
— Pois é! Não só nos ofereceu abrigo e alimento, como também prometeu apresentar-nos à Academia de Sobrenaturais. Entre nobres, comparada ao mesquinho senhor da minha terra natal, a senhorita Annlina é como um anjo.
— Meu tio sempre advertiu: “Nas grandes cidades só há gente que devora o próximo sem piedade.” Agora vejo que ainda há bondade neste mundo.
— Farei meu nome nesta cidade, prosperarei e tornarei minha aldeia próspera! Carrego comigo o peso das esperanças dos meus conterrâneos.
...
As vozes chegavam aos ouvidos de Shaya, impelindo-o a levar a mão à fronte em desalento.
Vocês precisam mesmo erguer tantas bandeiras para si?
Se nada de extraordinário acontecer neste banquete, será quase uma injustiça para com todos esses presságios evidentes que carregam.
Naturalmente, se este solar nobre fosse de fato um refúgio de paz, ele tampouco teria vindo aqui.
Shaya, encostado à mesa, distraía-se calmamente com sementes de girassol, enquanto