Nobre erudito de origem humilde

Nobre erudito de origem humilde

Autor: O Caminho do Ladrão dos Três Delírios

Um experiente viajante moderno desperta no período da Dinastia Jin do Leste, sua alma abrigada no corpo do jovem plebeu Chen Caozhi. Diante da iminência de perder as terras de sua família e de ver sua virtuosa cunhada viúva forçada a contrair novo matrimônio, Chen Caozhi se vê cercado de adversidades. Como romperá ele com o preconceito das classes, mudará o curso de seu destino e protegerá os interesses próprios e de seu clã? Acompanhem a ascensão deste jovem de origens humildes, que, galgando passo a passo a rígida hierarquia do sistema dos Nove Graus, torna-se amigo de Gu Kaizhi, desposa Xie Daoyun, empunha espada e lança nas campanhas do norte, conquista feitos gloriosos e escreve, enfim, a obra máxima dos viajantes no tempo à era da Jin do Leste.

Nobre erudito de origem humilde

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I. Esquadrinhando todos os galhos frios, recusa-se a pousar — Uma análise de Xie Daoyun

"未若柳絮因风起."

Ao ler este texto, não há dúvida de que minha predileção recai sobre Xie Daoyun. Das duas protagonistas femininas da narrativa, a bela Lu Weirui me deixou impressões demasiado superficiais, de modo que o amor de Chen Caozhi por ela me pareceu um tanto abrupto. Já Xie Daoyun é diversa; na atmosfera suave e serena que permeia toda a obra, ela é, indubitavelmente, uma pincelada vívida e intensa, que irrompe com vigor. Não surge de súbito, mas vai-se formando gradualmente, emergindo dos antigos pergaminhos, adquirindo cor e forma, até tornar-se uma presença viva e tridimensional. No livro, ao conquistar a admiração de Chen Caozhi, conquista também a minha; antes mesmo de ser amada por ele, já a amo.

Se a beleza de Lu reside na pureza, a elegância altiva de Xie Daoyun, como a brisa que agita os flocos de salgueiro, é digna do nome "fēngliu".

Em "O Erudito Pobre", Xie Daoyun mal desponta — é apenas um vislumbre fugaz. Às margens do rio em Wu, as águas correm impetuosas, uma barca de palha desliza, e, na margem, um jovem erudito de traços refinados chega trazendo uma flauta; sob a árvore dos Gongsun, toca uma melodia para o estranho que se aproxima.

Tal cena, só de imaginá-la, já evoca uma aura de serenidade, de requintado deleite. Se transposta à pintura, poderia rivalizar com a cena, no início da obra, em que Huan Yi presenteia com uma flauta.

Naquele momento, Chen Caozhi não suspeitava que, ao tocar sua melodia límpida e longa, o verdadeiro ouvinte não estava fora do barco, mas dentro dele. Seiscentos li

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