Retornando aos anos 90, àquela época de inocência em que deuses travavam batalhas, Jing Xiaoqiang, com sua destreza incomparável e voz singular, e uma indiferença tão imperturbável quanto a serenidade diante do colapso do Monte Tai, tornou-se um assalariado de elite nas artes. Registrava o ponto ao subir ao palco, registrava ao descer, indiferente a qualquer reverência ou glória do mundo musical—que fossem todos ao diabo.
Broadway, sob a bandeira estrelada, santuário global dos espetáculos de música e dança, o palco supremo para a exibição dos mais sublimes dotes artísticos.
Nos últimos tempos, porém, estava mergulhado no caos, entre pandemias e manifestações de toda sorte.
E naquela noite, durante um súbito evento de "compras a custo zero", um coquetel molotov, sabe-se lá como, foi lançado contra a icônica fachada do "Teatro West End", fazendo arder o letreiro.
Casarão antigo, basta uma fagulha para que tudo se consuma em chamas!
O fogo, voraz, devorava o edifício centenário; para garantir a retirada de plateia e atrizes, parte da equipe, apanhada pelo desabamento do palco já desgastado, não logrou escapar!
As ruas tumultuadas, a multidão em pânico, barricadas erguidas por manifestantes, tudo contribuía para atrasar a chegada dos bombeiros.
O incêndio foi contido em pouco tempo, é verdade.
Mas aqueles soterrados sob os escombros, esses, seria quase impossível resgatar.
As equipes de salvamento reuniram-se em algumas horas, iniciando o penoso trabalho de retirar tijolo por tijolo.
Numerosos, mas rigorosos quanto aos horários de revezamento e repouso.
Além de submeter regularmente os socorristas a avaliações médicas, para garantir-lhes saúde e segurança no local, até os direitos dos cães farejadores eram zelados — jamais poderiam ser sobrecarregados.
Eis aí o brilho mais intenso da humanidade.
Pois ações assim, marcadas por uma correção política exacerbada, são especialmente aptas a enternecer quem as pratica.