O vento pertence ao céu; eu o tomo emprestado para sentir sua brisa, mas ele acaba despertando as paixões e os sonhos da vida terrena.
“小 Su, Xiao Su! Acorda, Xiao Su!”
Lentamente, Lu Xiaosu abriu os olhos, apenas para se deparar com uma “cara de porco”. Não resistiu e empurrou aquele rosto rubro e inchado, sentindo a própria cabeça latejar, tomada por uma ligeira vertigem. Bateu levemente na própria testa e esfregou os olhos, na tentativa de enxergar melhor.
Deus do céu, como poderia estar deitado na mesma cama que um gordo desses? Se isso se espalhasse, onde enfiaria a cara?
Aquela sensação de torpor lhe era extremamente familiar—tornara-se, para ele, trivialidade quotidiana:
— Ressaca.
...
...
“Xiao Su, então eu vou mesmo embora! Não vai fazer nenhuma besteira, hein!” resmungou o gorducho Ye Dongfang, dirigindo-se a Lu Xiaosu.
Sim, exatamente: esse sujeito, que não devia medir mais de um metro e setenta e ostentava, no mínimo, uns cem quilos, tinha nome de protagonista de romance.
“Fazer besteira? Por que eu faria besteira?” Lu Xiaosu falava enquanto empurrava o gordo para fora.
Nesse momento, estava completamente perdido, mas dentro de si acalentava uma suspeita ousada, que exigia solidão para ser digerida.
“Finge! Continue fingindo! Fica aí bancando o durão! Ai, ai! Para de empurrar! Assim você esquece o dinheiro que gastei ontem no bar?” Ye Dongfang sacudiu as dobras do próprio corpo, esquivando-se em direção à porta.
“Bum!” A porta foi fechada com força. Sem aquela criatura adiposa, o apartamento alugado ficou, enfim, em sossego.
Lu Xiaosu afundou-se no sofá, contemplou a palma de suas mãos alvas, observou os dedos long