Esta é uma história clássica de dois jovens que salvam o mundo. O título original deste livro é "Vivemos em Nanjing".
Venha, vamos marcar um ponto nas coordenadas da história humana.
Ano de 1887, longitude 8 graus 24 minutos Leste, latitude 49 graus Norte.
A pequena cidade alemã de Karlsruhe.
Aqui, na porta norte da exuberante Floresta Negra, o Reno serpenteia sereno, e a cidade, de ar antigo, repousa entre edifícios dispersos sob a luz do sol, aninhados entre árvores frondosas, dispostos com harmonia.
Numa tarde tranquila e serena, a luz do sol filtra-se por entre as frestas da cortina de um edifício da Universidade de Karlsruhe, pousando sobre os pés de um jovem.
O aposento é sombrio, e sobre o assoalho repousa uma longa mesa de madeira.
Num extremo da mesa, jaz horizontalmente um cilindro, densamente envolto por camadas de fio de cobre — trata-se de uma bobina de indução.
No centro da mesa, está disposta uma espécie de barra — que à primeira vista lembra um haltere. Nas extremidades desse aparato, há duas esferas ocas de cobre, do tamanho de uma cabeça humana, ligadas entre si por um tubo fino e maciço de cobre, com cerca de dois metros de comprimento. Lembra um haltere alongado e esguio, mas distingue-se por um detalhe: a barra de cobre que atravessa o centro está interrompida, com um vão de dois centímetros que parte o conjunto em dois.
Cada esfera de cobre está conectada por fios à bobina de indução, e esta, por sua vez, liga-se por fios à bateria sob a mesa.
O jovem empunha ainda um anel de cobre em forma de “C”, completando assim o aparato.