Qin Muye encontrou-se transportado para uma era gloriosa em que todas as criaturas reverenciavam os governantes. Seu pai era um poderoso Marechal Supremo e Governador Militar de Annan, dominando vastas tropas, destruindo reinos sem conta, e cujas conquistas faziam estremecer o próprio imperador. Internamente, havia um imperador fraco e desconfiado, sempre de olho em sua família. Externamente, persistiam antigos rancores dos povos bárbaros cujas nações haviam sido destruídas. Sentindo-se inseguro, Qin Muye decidiu cultivar algumas imperatrizes para garantir sua própria sobrevivência. A boa notícia: após ascenderem ao trono, as imperatrizes lhe faziam declarações apaixonadas, dizendo que nesta vida só desejavam segurar sua cabeça e beijar seus lábios. A má notícia: elas pouco se importavam se sua cabeça continuava presa ao pescoço... Após o conselho matutino, Qin Muye retornou aos seus aposentos. Olhando para a imperatriz ajoelhada ao seu lado, zombou friamente: “Diante de todos os ministros, você acabou de me chamar de Jovem General; deixei passar. Agora que estamos a sós, como deveria me chamar?” A imperatriz, furiosa, protestou: “Não pense que vou chamá-lo de mestre!” Qin Muye replicou: “Então por que prendeu os cabelos dessa forma?” A imperatriz permaneceu em silêncio. Qin Muye riu: “Há imperatrizes derrotadas em excesso.”
Qin Muye despertou sentindo dor; sua consciência retornou, mas lhe faltavam forças até mesmo para erguer as pálpebras.
Cada fibra muscular de seu corpo estava rígida ao extremo, como se estivesse prestes a se desmantelar, enquanto algo era injetado à força em seu ser.
Correntes de algo abrasador e fervente lhe eram impelidas loucamente, penetrando por suas costas e, uma vez adentrando-lhe o corpo, corriam célere por seus membros e ossos, dissipando a sensação de morte iminente.
Não fui eu quem foi parar na UTI porque um motorista bêbado me atropelou?
Atravessado para outro mundo?
Mas que diabos, onde vim parar?
Não será em Bharat, será?
Qin Muye sentiu um súbito pânico, mas logo se tranquilizou ao perceber que esse fluxo ardente vinha das costas, e ao ser injetado, dissipava a letargia mortal. Em meio às memórias confusas, compreendeu que aquilo se chamava "zhenyuan" — energia vital verdadeira.
Suspirou aliviado; desde que não fosse outra coisa, estava bom.
Em meio ao torpor, uma voz soou atrás de si.
"Resista!"
"Pense em seus pais!"
"Pense em seu futuro!"
A voz, levemente rouca e imperiosa, era de uma mulher, melodiosa, carregada de ansiedade.
Não se sabe quanto tempo se passou, mas finalmente a sensação de morte se dissipou, e Qin Muye mergulhou num sono profundo.
Esse sono, porém, foi inquieto e leve; em meio ao turbilhão de pensamentos, ele conseguiu rememorar, em linhas gerais, as memórias desta nova vida.
Nesta existência, também s